sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Atualização do pace dos recordes das provas de atletismo
sábado, 3 de fevereiro de 2024
Air - Anos 80 e muita ousadia
Convencer os pais de Jordan que a Nike era a melhor opção, apesar de todo o dinheiro que as grandes lhes dariam, elas não dariam a Jordan o principal lugar. Sempre havia astros veteranos que atraiam fãs e consumidores. Os grandes nomes da época eram Magic Johnson e Larry Bird para ficar nos dois maiores. Na Nike, Jordan seria única estrela. Vaccaro foi muito perspicaz para ter acesso aos pais de modo mais pessoal possível e ser transparente com eles inclusive antecipando como eles seriam tratados pelas demais grandes do mercado e não deu outra. A família Jordan teve segurança, estabilidade e vantagens contratuais nunca vistas ao assinar com a Nike.
quinta-feira, 14 de abril de 2022
O abraço
Mas há abraços e abraços. Há momentos entretanto que acontece "O Abraço". Em geral quando há muita tensão, questões não resolvidas, situações ansiadas. Quando acontecem esses momentos por uma estreiteza emocional, seja por ser muito jovem ou por simplesmente não saber lidar com aquele misto de emoções, as reações tendem a ser as mais variadas indo do riso ao choro passando até pelo completo atordoamento por variações bruscas de pressão.
Bem sem exemplos fica difícil visualizar não é ? Então vamos a alguns exemplos ...
Exemplo 2 - Este foi contagiante... e todo mundo ficou emocionado.
O exemplo de decepções amorosas eu vou deixar de forma. Seria o "não abraço". Este último (quando não há correspondência entre as partes) são profundamente marcantes. São muito poderosos e há toneladas de poemas, livros, músicas e atos extremos decorrentes deles. Um momento desses pode transformar para sempre uma pessoa, a dor da rejeição, não saber lidar com o misto de emoções deixa a pessoa refratária a outros relacionamentos. Por uma traço estranho da personalidade humana esses momentos de decepção tendem a ser muito mais marcantes do que momentos bons, principalmente se referentes a nossas relações não parentais ou familiares. Mas não é disso que eu quero falar.
As relações familiares e parentais e as relações com amigos são as que rendem os melhores e mais marcantes abraços, pois são abraços comuns (em geral é possível abraçar familiares e amigos com frequência). E quando não são tão comuns adiciona-se saudade ao abraço que é uma felicidade adicional.
Não posso deixar de mencionar que C. S. Lewis em seu livro "O peso da glória", que é uma coletânea de artigos, tem um artigo homônimo em que ele tenta descrever a glória do cristão em comparação às promessas paradisíacas de diferentes religiões. Você pode pensar que a promessa aos cristãos é o paraíso, lugar de prazer e abundância, onde não haverá dor ou choro. C. S. Lewis ressalta que estas promessas não menores em relação à suprema promessa, que é ser reconhecido por Deus e ser abraçado por ele como filho amado no qual Deus Pai se deleita, da mesma forma como foi testemunhado a respeito de Jesus Cristo. Sim, para C. S. Lewis a maior promessa cristã é Deus acertar, reconhecer e orgulhar-se do cristão da mesma forma como quando um pai aceita, reconhece e se orgulha de uma criança filha sua.
Pois bem, creio que vi semelhança entre este momento divino de reconhecimento representado em um abraço entre duas pessoas comuns. Veja bem não é a mesma coisa, eu vi somente uma linda semelhança. A representação veio no filme Unforgiveble (2021). Os roteiristas Peter Craig, Hillary Seitz e Courtenay Miles conseguiram o feito ao esconder na trama do filme o momento em que uma condenada por assassinato de policial busca rever a irmã após ficar 20 anos na cadeia. Para realidade americana, um condenado em um caso de assassinato de policial ter sido sentenciado a 20 anos de cadeia é uma raridade, normalmente é condenação é de morte ou de prisão perpétua. Mas por atenuantes neste filme específico a protagonista foi libertada em condicional. Sandra Bullock faz o papel de Ruth Slater, órfã que criou a irmã (igualmente órfã) de 5 anos, quando o assassinato ocorre e suas vidas são mudadas. Ruth é presa e condenada. Katherine é encaminhada para sistema de adoção e não tem mais nenhum contato com Ruth.
Após 20 anos de cadeia, Ruth tem um recomeço difícil em liberdade condicional e inicia uma luta para rever a irmã. Ruth tem uma rotina difícil para trabalhar e se manter. Apesar de todas as dificuldades, Ruth ainda sofre com a perseguição dos filhos do policial morto.
Para chegar ao dito abraço, "o abraço", e não dar muitos spoilers, então no final do filme - Katherine - irmã de Ruth (agora com mais de 25 anos, da qual foi separada aos 5 anos e que não teve mais nenhum contato com ela) é levada a ficar em no mesmo espaço aberto em que Ruth está. Katherine a vê, e sem que ninguém diga nada, Katherine se dirige a Ruth... numa cena tocante mas sem exageros, Katherine a reconhece e espontaneamente caminha até ela e a abraça com um abraço do tipo que desmonta, que desestabiliza e que realiza. Este momento é um plot twist sem igual. É a coroação de um esforço gigantesco de Ruth para ter um mínimo de vida que havia perdido.Ao ver o abraço final em Unforgivable, eu só pude ir abraçar os meus e lembrar que nossa vocação maior que é: um dia que não sabemos quando, mesmo em meio a lutas que podem nos destruir e esmagar, e apesar de nossos erros e falhas, ansiamos, pelos méritos do sacrifício de Jesus, ser vistos por Deus e ser abraçados por ele como filhos amados nos quais ele se apraz.
domingo, 6 de fevereiro de 2022
The Beatles: Get Back
Fazendo uma pequena introdução, eu nunca fui fã dos Beatles. Como todos, eu
sabia da importância histórica da banda no contexto da música mundial, porém
conhecia pouquíssimas músicas, e gostava de verdade somente de uma: Don’t Let
Me Down.
Até quando assisti a Série Documental Get Back,
disponibilizada exclusivamente no Disney +. Como leigo em matérias de Beatles ,
eu não sabia da produção , tampouco da disponibilização da mesma nesse serviço
de streaming, sendo que achei por acaso procurando algo interessante para
assistir.
Como a série é longa, sendo que os capítulos chegam a ter
pouco mais de duas horas e meia, fui assistindo com calma o que ali era
mostrado.
Resumidamente, foi pego um material bruto de mais de 50
horas de gravações realizadas em 1969, onde o grupo britânico iria produzir um
novo álbum e um filme ou um especial de TV.
Em 1970, fora lançado um filme com este material (chamado
de Let it be), mas além ter apenas 80 minutos de duração, o enfoque do mesmo
era mais pelo lado negativo (brigas e discussões), já que em 1970 os Beatles se
separaram e o grupo acabou.
Com isso, o diretor de cinema Peter Jackson ( o mesmo da
trilogia Senhor dos Anéis), aceitou pegar esse material bruto e fazer um novo
filme, com um enfoque mais real, não somente nos desentendimentos , mostrando
que banda ainda tinha momentos bons. Porém com a
situação da pandemia e todos os cinemas fechados, mudou-se o tipo de mídia e
resolveu-se produzir uma série documental, lançando-a diretamente no Disney +
A série é longa, com capítulos de até duas horas e quarenta
minutos e talvez para quem não é fã, pode ocorrer de em alguns momentos o que
está sendo mostrado não é interessante ou chato, mas talvez se você fizer como
eu, dividir em pedaços menores e assistir aos poucos, a série mostra-se
extremamente interessante e histórica.
As gravações foram feitas no estilo “Big Brother”, gravando
sem parar, inclusive com a presença de microfones escondidos, que acabaram
captando uma briga histórica entre Paul e John Lennon, a respeito do abandono
da banda por parte de George Harrison.Momento esse inclusive que acabou sendo foi gravado!
Os Beatles na época era uma das maiores, se não a maior banda do
mundo, então é muito interessante ver como eles se comportavam diante disso,
lendo as notícias dos tabloides ingleses, e rindo dos “absurdos”. Para quem
gosta de música, também é muito interessante como é feito o trabalho de
composição de uma música, escolhendo as palavras para fazerem os versos, a
escolha dos arranjos.... São muitos momentos interessantes mostrados, como a
criação de Get Back, a presença de familiares nas gravações, a chegada
do Billy Preston para tocar o piano elétrico , etc
O documentário é dividido em três capítulos, os dois
primeiros nos dois estúdios usados para fazerem o novo disco, e o último
capítulo, o famoso show da banda no alto do prédio da gravadora, em Londres.
Esse show em cima do prédio é famoso pelo inusitado, e por ser a
última apresentação pública dos Beatles, já que depois desses acontecimentos a
Banda acabou.
Sobre os Beatles em si, o que mais me chamou atenção foi Paul
McCartney. Achei que ele estava mais focado em terminar aquele trabalho, além
de aparentemente estar liderando essa fase final do grupo. Inclusive mostra ele
visivelmente emocionado quando percebe que o grupo está acabando, no dia
seguinte do abandono das gravações por parte do George e da ausência do Jonh
Lennon (ele rotineiramente estava chegando atrasado nas gravações). Paul diz
para Ringo que eram quatro, e agora são somente dois.
O Filme trás muito material inédito até para os fãs , inclusive
vi um deles falando que muitos livros sobre os Beatles terão que ser
reescritos. Sobre a qualidade de som e
imagem, estas são irretocáveis: Difícil de acreditar que essas imagens tem mais
de 52 anos! Imagens excelentes com qualidade 4k. O trabalho de edição também é
primoroso, além de áudio 5.1.
No final, ficou em mim aquela pontinha de tristeza pelo fim
da banda. Acho que os egos poderiam ter sido administrados e a banda poderia
ter durado mais. A tristeza também veio por imaginar que outras bandas que eu
gosto, poderiam ter um documentário assim....Só mesmo um sonho meu, pois sei
que é impossível!
Então, se tiverem oportunidade, assistam Get Back. Se
acharem longo demais, assistam somente o último capítulo. Com certeza será um
excelente entretenimento.
Em 1970, fora lançado um filme com este material (chamado de Let it be), mas além ter apenas 80 minutos de duração, o enfoque do mesmo era mais pelo lado negativo (brigas e discussões), já que em 1970 os Beatles se separaram e o grupo acabou.
Com isso, o diretor de cinema Peter Jackson ( o mesmo da trilogia Senhor dos Anéis), aceitou pegar esse material bruto e fazer um novo filme, com um enfoque mais real, não somente nos desentendimentos , mostrando que banda ainda tinha momentos bons. Porém com a situação da pandemia e todos os cinemas fechados, mudou-se o tipo de mídia e resolveu-se produzir uma série documental, lançando-a diretamente no Disney +
A série é longa, com capítulos de até duas horas e quarenta minutos e talvez para quem não é fã, pode ocorrer de em alguns momentos o que está sendo mostrado não é interessante ou chato, mas talvez se você fizer como eu, dividir em pedaços menores e assistir aos poucos, a série mostra-se extremamente interessante e histórica.
As gravações foram feitas no estilo “Big Brother”, gravando sem parar, inclusive com a presença de microfones escondidos, que acabaram captando uma briga histórica entre Paul e John Lennon, a respeito do abandono da banda por parte de George Harrison.Momento esse inclusive que acabou sendo foi gravado!
Os Beatles na época era uma das maiores, se não a maior banda do mundo, então é muito interessante ver como eles se comportavam diante disso, lendo as notícias dos tabloides ingleses, e rindo dos “absurdos”. Para quem gosta de música, também é muito interessante como é feito o trabalho de composição de uma música, escolhendo as palavras para fazerem os versos, a escolha dos arranjos.... São muitos momentos interessantes mostrados, como a criação de Get Back, a presença de familiares nas gravações, a chegada do Billy Preston para tocar o piano elétrico , etc
O documentário é dividido em três capítulos, os dois primeiros nos dois estúdios usados para fazerem o novo disco, e o último capítulo, o famoso show da banda no alto do prédio da gravadora, em Londres. Esse show em cima do prédio é famoso pelo inusitado, e por ser a última apresentação pública dos Beatles, já que depois desses acontecimentos a Banda acabou.
Sobre os Beatles em si, o que mais me chamou atenção foi Paul McCartney. Achei que ele estava mais focado em terminar aquele trabalho, além de aparentemente estar liderando essa fase final do grupo. Inclusive mostra ele visivelmente emocionado quando percebe que o grupo está acabando, no dia seguinte do abandono das gravações por parte do George e da ausência do Jonh Lennon (ele rotineiramente estava chegando atrasado nas gravações). Paul diz para Ringo que eram quatro, e agora são somente dois.
O Filme trás muito material inédito até para os fãs , inclusive vi um deles falando que muitos livros sobre os Beatles terão que ser reescritos. Sobre a qualidade de som e imagem, estas são irretocáveis: Difícil de acreditar que essas imagens tem mais de 52 anos! Imagens excelentes com qualidade 4k. O trabalho de edição também é primoroso, além de áudio 5.1.
No final, ficou em mim aquela pontinha de tristeza pelo fim da banda. Acho que os egos poderiam ter sido administrados e a banda poderia ter durado mais. A tristeza também veio por imaginar que outras bandas que eu gosto, poderiam ter um documentário assim....Só mesmo um sonho meu, pois sei que é impossível!
Então, se tiverem oportunidade, assistam Get Back. Se acharem longo demais, assistam somente o último capítulo. Com certeza será um excelente entretenimento.
domingo, 28 de novembro de 2021
As 17 equações de Ian Stewart
Todo livro que aborda temáticas científicas, principalmente as que envolvem aspectos matemáticos um pouco mais avançados, tem que se propor a simplificar para conquistar o máximo de público. Esses livros terminam tendo uma vocação de iniciação científica e alguns viraram best-sellers tais como o "Uma breve história do tempo" de Stephen Hawking e "Cosmos" de Carl Sagan. Porém nenhum desses dois se aprofundam nos conceitos matemáticos. Livros de Química e Biologia em geral tem públicos muito específicos, os de Biologia são mais abrangentes pois conseguem tocar em temas mais atraentes, já os Física tem bastante apelo mesmo não conseguindo fugir totalmente da Matemática, tendo que abordá-la en passant. A título de exemplo, li Antifrágil de Nassim Taleb (apesar de não ser sobre Química, Biologia, Física ou Matemática) e ele deixa bem claro que a parte matemática mais avançada está detalhada em alguns capítulos e que o leitor pode evitar sem perda do entendimento dos assuntos abordados. Este aviso é porque ele não conseguiu deixar a parte de cálculo no nível de entendimento mais geral.Já os livros sobre Matemática não tem como fugir de conceitos e cálculos, mas ainda assim os autores são criativos e conseguem apresentar o conteúdo de modo lúdico. Mesmo não listando todos e os melhores já escritos, posso citar alguns que já li: "O homem que calculava", de Malba Tahan, "O diabo dos números" de Hans Magnus Enzensberger, "20.000 léguas matemáticas", de A. K. Dewdney.
Já as "17 equações que mudaram o mundo" de Ian Stewart "mergulha" na Matemática, tentando uma boa narrativa para apresentar os conceitos didaticamente. O autor porém não faz feio e recorre a uma poderosa ferramenta de ensino - a história. Ian Stewart conta na medida do possível o que significa a equação, porque a equação é importante e o que se desenvolveu através da equação. Apesar de cada uma das equações ter origem e contexto no qual se desenvolveu, quase sempre suas consequências maiores se deram em áreas diferentes daquelas que originalmente foram deduzidas, como foram as equações de onda e a Transformada de Fourier.
A Transformada de Fourier foi originalmente proposta para tratar do comportamento do calor em relação ao tempo porém a versatilidade da equação extrapolou e hoje tem uso amplamente difundido para processamento de imagens, compressão de dados, tratamento de áudio, análise de terremotos e de estruturas moleculares tais como a do DNA.
Ian Stewart deixa claro que as 17 equações não são unânimes, são 17 equações que ele escolheu - seja por questão editorial, seja por condições de comunicação. Todas porém tem sua importância cumulativa, contribuindo para o avanço da humanidade em amplas áreas. Com certeza cada um de nós teria suas equações mais significativas e que nos acompanham no dia a dia. Ao meu ver o que chamamos Teorema de Pitágoras (ou Teorema Gougu - a equação era conhecida dos indianos, mesopotâmios e chineses antes de Pitágoras) é a mais popular equação matemática e de amplo uso.
Todas as 17 equações são famosas, mas quero destacar a última equação abordada pelo livro - a equação de Black-Scholes.
Esta equação se propõe a: "descrever como o preço de um derivativo financeiro varia com o tempo, com base no princípio de que quando o preço está correto, o derivativo não traz risco e ninguém pode lucrar vendendo-o a um preço diferente". Ela envolve cinco grandezas distintas: o tempo t, o preço S da mercadoria, o preço V do derivativo, que depende de S e de t, a taxa de juros livre de risco (o juro teórico que pode ser gerado por um investimento com risco zero, tal como letras do governo) e a volatilidade σ² da ação.
Pois bem, a vida de milhões de pessoas foram afetadas pela crise do subprime de 2008, graças ao uso ganancioso, desmedido e criminoso desta equação. A crise do subprime de 2008 foi de alcance mundial e está amplamente abordada em filmes, documentários e livros (lista no fim do post) que analisam sua origem, seu desenvolvimento até seu auge. A crise foi provocada pela crescente oferta de derivativos no mercado de capitais. Derivativos são contratos que derivam a maior parte de seu valor de um ativo subjacente, taxa de referência ou índice. O ativo subjacente pode ser físico (café, ouro, etc.) ou financeiro (ações, taxas de juros, etc.), negociado no mercado à vista ou não (é possível construir um derivativo sobre outro derivativo). Os operadores do mercado financeiros (bancos e corretoras em sua maioria) sempre buscaram a minimização de regulação por parte dos governos e tiveram as regulações diminuídas no governo de George W Bush (2001-2009). As empresas financeiras puderam pois operar recursos que não tinham a níveis altíssimos criando uma bolha financeira insustentável. Como era de se esperar a bolha estourou, muitas instituições quebraram, uma grande crise se interpôs, determinando perda de empregos, perca de capacidade financeira das pessoas ao redor do mundo. E o pior de tudo é que os principais culpados não foram devidamente punidos. Por fim os operadores financeiros alegaram que precisavam das regulações que foram revogadas e jogaram a culpa no governo que as removeu.
Voltando ao que nos interessa a equação de Black-Scholes deu o substrato matemático para a oferta de derivativos e criou uma onda financeira que avançou pelo mundo afora despertando a ganância que há nas almas para ganhar dinheiro rápido e fácil. Essa onda avançou pelos países em tempos de diferentes. Aqui no Brasil explodiu com a tríade de 1. acesso facilitado ao mercado de capitais via internet; 2. Fintechs, corretoras e robôs de investimentos; 3. Oferta de trabalho de trader. Essa combinação usada de modo indevido pode levar a subversão da vida de qualquer pessoa empregada ou não que vá desavisadamente descendo ao abismo das ofertas de ganhos fáceis. É um caminho que muitos entram e poucos vencem.
Então essa equação teve todo este destaque pelo mal que se sucedeu ? Não ! A equação de Black-Scholes foi concebida para propiciar um grau de racionalidade ao mercado de futuros, e efetivamente o faz em condições de mercado normais. Ela provê um modo sistemático de calcular o valor de uma opção antes que ela amadureça. Se utilizada com critério e cautela, funciona corretamente, dando os resultados esperados.
O que nos leva ao aspectos de que as equações matemáticas não trazem só benefícios, ações erradas podem ser tomadas e prejudicar a todos, espera-se que no longo prazo o melhor uso se estabeleça gerando benefícios amplos e difusos.
==========
Artigo da Wikipedia sobre Ian Stewart e sua lista de trabalhos e livros publicados.
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Lista sobre a crise do subprime de 2008:
Documentários: Collapse (2009), The last day of Leahman Brothers (2009), Inside Job (2010), The flaw (2011).
Filmes: The Company Men (2010), Margin Call (2011), Too Big to Fall (2011), The Big Short (2015).
Somente alguns livros sobre o tema (títulos originais, para versão em português busque na internet): Freefall de Joseph Stiglitz (2010), The Big Short de Michael Lewis (2010), Bailout de Neil Barofsky (2012), Diary of a Very Bad Year (2010), This Time Is Different de Carmen Reinhart, Debt: The first 5,000 Years de David Graeber (2014), Union Atlantic de Adam Haslett (2010), The Financial Lives of the Poets de Jess Walter (2009), The Grief of Others de Leah Hager Cohen (2011) e The Privileges de Jonathan Dee (2010).
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Ateus avisam: o declínio do Cristianismo está prejudicando a sociedade
Texto originalmente publicado em inglês no site da LifeSiteNews neste link por Jonathon Van Maren
Achei muito interessante o texto e o publico traduzido para o português.
Sem os fundamentos cristãos de nossa sociedade, cabe a nós decidir o que é certo e errado e, como ilustram claramente nossas guerras culturais atuais, nossa civilização se despedaçará antes de recuperar o consenso. Muitos ateus otimistas acreditavam recentemente que, uma vez que Deus fosse destronado e banido, poderíamos finalmente viver como adultos e continuar o projeto utópico de criar uma sociedade baseada na fé em nós mesmos. Infelizmente, esses céticos eram céticos em relação a tudo, exceto à bondade da humanidade, apesar de não terem base metafísica ou mesmo darwiniana para essa suposição facilmente reprovável. A popularidade fenomenal de Jordan Peterson é parcialmente baseada em seu reconhecimento de que as pessoas geralmente não são boas e o século passado prova isso com o sangue de milhões.
Dawkins saiu agora e repudiou sua crença anterior de que o Cristianismo deveria ser banido da sociedade ainda mais firmemente. De fato, ele disse ao Times, acabar com a religião - uma vez seu objetivo fervoroso - seria uma péssima ideia, porque "daria às pessoas uma licença para fazer coisas realmente ruins". Apesar do fato de Dawkins argumentar há muito tempo que o Deus da Bíblia, como ser essencial para base da moralidade, é uma ideia ridícula e ofensiva, ele parece estar voltando atrás. "As pessoas podem se sentir livres para fazer coisas ruins porque sentem que Deus não as observa mais", disse ele, citando o exemplo das câmeras de segurança como um impedimento para furtos em lojas. É de se perguntar se ele ouviu Douglas Murray lembrar às pessoas que os soviéticos assassinaram milhões na firme convicção de que não havia um juiz esperando por eles quando o assassinato terminou.
A conversão de Dawkins à crença de que o Cristianismo é bom - e talvez até necessário - para que a civilização ocidental funcione em harmonia não deixa nada a desejar. Dawkins tem sido um dos fundamentalistas mais intolerantes do secularismo, um homem que acreditava que os pais deveriam ter o direito de transmitir sua fé e que o governo deveria apoiar ativamente os ímpios sobre os fiéis. Em poucos anos, ele está mudando de ideia. Parece que os seres humanos reconhecem que não se pode confiar automaticamente em ser bom e operar no espírito de harmonia e solidariedade que ele e seus colegas novos ateus prezam. E, na ausência da bondade inerente à humanidade, como podemos contar com as pessoas para não destruir uma civilização construída por homens e mulheres de fé?
A resposta é simples: precisamos de Deus.
Links:
Texto original: Site Lifesitenews
Twitter do autor: Jonathon Van Maren
Christopher Hitchens e seus amigos cristãos
Douglas Murray apresenta seu livro no The Van Maren Show
Dawkins afirma que as crianças precisam ser protegidas da religião
Dawkins avisa sobre o Cristianismo benigno
Dawkins fala ao The Times
"Deus um delírio" de Richard Dawkins
"Outgrowing God" de Richard Dawkins
quarta-feira, 26 de junho de 2019
O poder do hábito
Como o livro foi publicado em 2012 e é sem dúvida um ótimo livro. Duhigg é muito criterioso e há muita documentação fundamentando tudo que é afirmado. O livro tem 81 páginas só com as notas de referências sobre o que é dito no texto. Assim sendo há várias resenhas sobre o livro. As resenhas ressaltam ideias fundamentais do livro - o loop do hábito e os hábitos angulares ou hábitos mestres. Aqui neste vídeo tem, ao meu ver, o melhor resumo do livro.
domingo, 12 de maio de 2019
O pace dos recordes das provas de atletismo
Porém a corrida não tem linha de chegada e já existe uma nova iniciativa chamada 1:59 para tentar quebrar o recorde. Eu sinceramente creio que o recorde será quebrado e o pace diminuído. Abaixo o vídeo do projeto 1:59
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Whiplash
Ficções de Jazz
Filmes ficcionais que envolvem a temática jazzística são raros eu mesmo me recordo com deleite de alguns como: Mo' Better Blues (com Denzel Washington antes de ser Malcomm X, Wesley Snipes antes de virar Blade), de La leggenda del pianista sull'oceano (com Tim Roth no papel do pianista 1900) e o também excelente Sweet and Lowdown dirigido e escrito por Woody Allen. Mas invariavelmente os filmes de jazz são documentários ou biográficos como Cadillac Records (com Beyoncé Knowles fazendo o papel de Etta James), de Ray (com Jamie Foxx no papel de Ray Charles) e Bird (com Forest Whitaker e dirigido por Clint Eastwood).
Bateristas
Bateristas são músicos que normalmente se destacam pouco, normalmente estão atrás dos seus instrumentos e suas performances nem sempre tem a preferência e admiração do público como um cantor, um pianista ou guitarrista tem. Você mesmo pode fazer um teste. Qual o primeiro nome que lhe vem à cabeça quando você é perguntado sobre qual baterista você conhece ? Eu particularmente me lembro do selvagem e louco Animal da banda Dr. Teeth and The Electric Mayhem dos Muppets e do excepcional Phill Collins e só. Lembro também do brasileiro Naná Vasconcelos, mas ele é mais um percussionista e não baterista.
![]() |
| Animal com a banda Dr. Teeth and The Electric Mayhem |
Se filmes sobre jazz são raros e quando são feitos normalmente são documentários, curtas e ou animações. Que tal uma ficção sobre um baterista de jazz levar um Oscar ? É algo bem inédito. Filmes com bateristas (drummers) como protagonistas são pouquíssimos. Encontrei somente 6, sendo dois biográficos - The Gene Krupa Story de 1959 e That Thing You Do! de 1996; dois documentários - Beware of Mr. Baker de 2012 sobre a vida de Ginger Baker, ex-baterista das bandas Cream e Blind Faith e The Savoy King: Chick Webb and the music that changed America de 2012 sobre a vida de Chick Webb; e outros dois puramente ficcionais - The Strip de 1951 e The Jazzman de 2009. Nenhum deles com grande repercussão além de "That Thing You Do!" cuja temática é de rock e não de jazz. "That Thing You Do!" reconta a história da banda The Wonders, mas o diferencial foi o elenco que contava com Tom Hanks, Liv Tyler e Charlize Theron.
Whiplash
Neste cenário surge Whiplash e agora com um Oscar no currículo. O que Whiplash tem que o torna tão bom ?
Em Whiplash eu vejo a busca pela excelência como a única opção. A opção pelo razoável, pela sobrevivência é a opção pela derrota. E quando a opção pela excelência parece inviável, aí então não se tem nada a perder e aqueles que não tem nada a perder se tornam perigosos.
Para ser excelente é preciso querer muito mais, querer ao ponto de se doar completamente, sacrificar tudo, ir até ao ponto de sangrar. Vemos isso em muitas situações, nos esportes, no mercado, no amor, na luta pela vida dos que amamos, enfim a luta sangrenta, ferrenha, levada a limites extremos nos encanta não importa o enredo.
Neiman se vê sem rumo. Neiman tem o apoio do pai. Ele o criou sozinho. E este pai é um pai especial pois o acompanha, protege e o apoia. É um personagem de atuação discreta, mas decisiva. Por conselho do pai, Neiman depõe contra Fletcher em um processo sigiloso e este é expulso do conservatório devido seu método heterodoxo de forçar os alunos a ir além dos seus limites.
Vingança - um prato que se come frio
Neiman e Fletcher se reencontram, Fletcher está tocando e se apresentando em competições de Jazz. E atrai Neimam para uma apresentação muito importante, que pode-se dizer é uma apresentação capital para um público muito seleto onde ótimas performances serão certeza de uma carreira promissora e contratos certos e uma péssima apresentação nunca será esquecida.
A reviravolta
Seria um desfecho triste, o fim de qualquer ambição dele como músico. Aqui 2 coisas se destacam.
A inspiração
Mas como no mundo da arte nada cria, toda arte de hoje é fruto da arte de ontem repaginada, misturada, refeita. Assim sendo é inegável a semelhança da insana performance do baterista real Buddy Rich com a performance do fictício Neiman faz no filme. Tire suas próprias dúvidas.

















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